Fatores que beneficiam ou comprometem o desempenho de fungicidas no controle da ferrugem asiática em soja

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Avaliou-se o benefício de reforços na aplicação de fungicidas, assim como o comprometimento causado pela aplicação curativa, a redução do volume de calda ou retirada do adjuvante (à base de óleo mineral).

Autores:   A. BEDIN1; L.L. HOFFMANN1; M. REMOR1; C.A. FORCELINI1.

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

Resumo

Em cultivares suscetíveis, o controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) da soja, e a produtividade da cultura, são muito dependentes da aplicação de fungicidas foliares. Neste trabalho, desenvolvido em condições de campo, na safra 2016/17, em oito municípios do Planalto Médio, RS, avaliou-se o benefício de reforços na aplicação de fungicidas, assim como o comprometimento causado pela aplicação curativa, a redução do volume de calda ou retirada do adjuvante (à base de óleo mineral).

Como programa base de tratamentos utilizaram-se quatro aplicações, a 1ª (V7) e 4ª (V7 + 50 dias) com uma combinação de azoxistrobina 60 g/ha + ciproconazol 61,5 g/ha + difenoconazol 62,5 g/ha, e a 2ª (V7 + 15 dias) e 3ª (V7 + 35 dias) com a mistura de benzovindiflupyr 30 g/ha + azoxistrobina 60 g/ha. Avaliou-se a severidade da ferrugem, e posteriormente, a produtividade de grãos.

O tratamento padrão reduziu a severidade de 72,5% para 35,1%, que resultou em variação de produtividade de 3864,0 para 4454,2 kg/ha. A adição de um reforço com ciproconazol 37,5 g/ha + difenoconazol 62 g/ha, na 2ª e 3ª aplicações, reduziu a severidade para 15,3% e aumentou o rendimento em 238,3 kg/ha. A primeira aplicação somente após detecção dos primeiros sintomas e sinais resultou em aumento da severidade (de 35,1 para 45,1%) e diminuição do rendimento (-299,2 kg/ha).

A severidade também foi maior com a remoção do adjuvante (de 35,1 para 39,9%) e a diminuição no volume de calda de 150 para 50 L/ha (de 35,1 para 43,0%). As mesmas variações reduziram a produtividade em 255,7 e 223,6 kg/ha, respectivamente.

Dado ao cenário crescente de resistência de P. pachyrhizi aos fungicidas, e sua ameaça ao controle da ferrugem e à sustentabilidade do cultivo da soja, os programas de tratamento devem considerar a necessidade de reforços com outros fungicidas, priorizar o início preventivo e adotar tecnologia de aplicação que não comprometa, mas otimize o desempenho dos produtos utilizados.

Palavras-chaves: Phakopsora pachyrhizi; Glycine max; Reforço; Adjuvante; Vazão.

Informações dos autores:

1Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo/RS.

Disponível em: Anais do 50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Uberlândia – MG, Brasil.

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