Espacialização de perdas de soja em colheita mecanizada na região de Paragominas-PA

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As perdas de pré-colheita e colheita representam em torno de 4%, considerando uma produtividade média brasileira perdemos nas lavouras comercias algo como 4,6 milhões de toneladas

Autores: Adriano da Silva GAMA(1); Kaio Campos BARBOSA(2); Robert Andrews Costa MARCHER(2)

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

Introdução

As perdas na colheita são influenciadas tanto por fatores inerentes à cultura em especial, assim como, por fatores relacionados à colhedora e um dos pontos importantes dessa mecanização é a regulagem a ser utilizada na colhedora. A regulagem deve ser adequada conforme a cultura, material genético, teor de água do grão, velocidade da colhedora e finalidade dos grãos.

O total da soja que é produzida no país é bastante significativo, sendo que as perdas de pré-colheita e colheita representam em torno de 4%, considerando uma produtividade média brasileira perdemos nas lavouras comercias algo como 4,6 milhões de toneladas. Na colheita as perdas são efetuadas por mecanismos externos da colhedora.

Material e Métodos

O estudo foi realizado na Fazenda Princesa do Norte, município de Paragominas-PA. A área de estudo possui aproximadamente 300 hectares. A coleta de dados amostrais foi executada em 25 pontos georreferenciados (malha de 300 x 500 metros), foram utilizadas duas colhedoras, da marca New Holland, modelos TC 57, tamanho de plataforma de 18 pés e TC 59, tamanho de plataforma 23 pés, as duas com trilhadora tipo saca palha e transmissão mecânica.

As coletas foram baseadas na técnica descrita pela EMBRAPA, sendo avaliadas pelo uso do copo medidor de perdas. As cultivares colhidas foram: 8349 intacta ; 8210 intacta; 8644 intacta e 8808 IPRO. Para a geração da grade amostral e do mapa de perdas, utilizou-se o software Surfer 8.0 e a metodologia para identificação e caracterização de erros em mapas de produtividade.

Resultados e Discussão

O monitoramento do processo de colheita via aferição das perdas de grãos pelo método do copo medidor desenvolvido pela Embrapa, possibilita quantificar de modo rápido, prático e eficiente, o volume de produto não recolhido pela colhedora.

O método do copo medidor de perdas, que correlaciona o peso e o volume dos grãos, com uma confiabilidade de 94%. Logo após a passagem da colhedora, abre-se uma armação de 2,0 m², de onde são coletados todos os grãos que ali estão.

Em seguida, os grãos são colocados no copo medidor, que por meio de leitura direta em uma escala (em sacos de 60 kg ha-1), indica o volume de perdas (até 1,0 sc/ha é tolerado) e/ou o valor do desperdício (acima de 1,0 sc). Os resultados encontrados nas 25 amostras (AM) tiveram variações ente 0,5 a 3,0 sacos, conforme leitura encontrada em campo.

Conclusões

O monitoramento das perdas de grãos pelo método do copo medidor possibilitou quantificar de modo rápido, prático e eficiente às perdas em campo. As amostras demonstram que se deve ter um constante monitoramento do maquinário, pois são diversos os fatores que podem alterar a colheita e aumentar as perdas mesmo sendo realizada uma regulagem inicial.

Foi grande a variação das perdas na área analisada, representando 70 % de perdas maiores que 1,0 sc.ha-1. Somente 16 % do total amostrado em campo seriam considerados valores aceitáveis e inferiores ou no valor limite de 1,0 sc.ha-1.

Palavras-chave: Perdas de grãos, uso do solo, geoprocessamento.

Informações dos autores:     

(1) Professor; Universidade Federal Rural da Amazônia/UFRA; Paragominas, PA;

(2) Estudante de graduação; UFRA, Paragominas, PA.

Disponível em: Anais do  XXXVI Congresso Brasileiro de Ciência do Solo,  Belém – PA, Brasil,2017.

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